quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A DOR DA PERDA.

Quando perco alguém pro universo, no início dói tanto, tá doendo tanto, mas depois vem a calmaria novamente e eu toco a minha vida.

Mas antes disso tu não consegues um minuto se quer de calmaria, busca em olhares, em palavras a paz, mas, infelizmente, não encontra. A respiração fica fracionada, a intensidade das lágrimas aumentam e a dor parece não cessar, o coração dói tanto, e não tem como explicar pra alguém o que tu estas sentindo, porque tu viveu do lado daquela pessoa a tua vida inteira, te fez crescer, te ensinou palavrão, te ensinou que os animais não mentem no olhar, que tu tem que trabalhar pra sobreviver, que um minuto do teu dia dedicado a natureza não faz mal a ninguém, que a família é a coisa mais importante que existe na tua vida, que bater e brigar fazem parte do crescimento, que fraqueza não tem na nossa família, que sorrir o tempo todo só traz realizações boas, que a nossa cultura gaúcha é sim muito importante, que a tua casa tem a maior fonte de felicidade que existe.

Então me diz por quê? Me diz? Viver assim feliz e de bem com a vida faz com que tu saia desse plano tão novo? Mas já me disseram uma vez que a vida não é justa. Mas eu discordo, acho que ela é justa em várias sentidos, as pessoas que não são justas e ficam colocando a culpa na vida. Ela é curta, e se não viver cada dia de uma vez, procurando sempre o melhor pra si e para todos os que estão a tua volta, vivendo em paz, sem picuinhas, sem falsidade, sem monotonia, sem agonia e egoísmo. Viver no equilíbrio das emoções, no meio do bem e do mal, no meio da paz e do inferno, por isso que estes foram colocados opostamente, para vivermos de tudo um pouco, para sentirmos de tudo um pouco.

Gostaria muito de não sentir nada disso de novo, de não ter que ver filho e neto naquele estado, naquela dor eminente, que não pára de jorrar pra fora, aflora todas as emoções possíveis e existentes, quem sabe até descobrindo sensações novas que nem achariam que poderia existir.
Só quero que essa angustia passe, que essa voz aqui dentro cale, e que os anjos nos acompanhem todos os dias, e nos protejam destes não avisos, que nos assombram a cada dia.

Vô Zé.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

a velha de sempre.

Estava lendo VMasculina, naquela insanidade que é o formspring.com, e vi que eu ainda acho que: na antiga reencarnação, eu era aquela mulher que foi morta na fogueira ou caçada por falar demais ou expressar seus sentimentos e não pensar submissamente e nem no que eu teria que fazer pro jantar do meu marido e fingir um orgasmo depois.
Me irrita demais ter que ver a cada dia gurias falando coisas do tipo, ‘aaaaai ele não me ligou para dar boa noite..’(porra, ele tava cansado e dormiu logo quando chegou em casa) ‘eu briguei com meu namô numa balada esse findi e fui lá e fiquei com outro guri, e ele viu e ficou bêbado demais e foi lá e ficou com outra.. mooorriiiiiiii’ (ela ainda deve achar que ela não fez nada de errado e sempre os culpados ‘são os homens’) e claro falatórios hiihiii, amodoro, amar todo mundo o tempo todo, essas coisas. E parece que cada vez mais esse Katrina de desejos por fama da Gaga e glamour pelas coisas erradas andam em alta. Será que eu nasci na época errada? Penso que tudo me irrita muitas vezes.
Ou agora eu estou irritada e nada me faz mudar.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Assim se vai uma quarta-ferida.

Desde quando tu partiu? Desde quando tu não me ama mais? Desde quando?
Sonhei com essas perguntas esses dias.
Muitas vezes eu acho que sonho, ou eu penso nisso muito e acabo sonhando. Não sei.
Bate aquela tristeza, bate aquela vontade de sumir, aquela vontade de estar junto de novo, aquela vontade de ter por perto. De ligar muitas vezes pra contar que eu tropecei na rua de boba, que eu sempre sou desastrada, que caio em dia de chuva, e mesmo assim estou bem, roxa com dor, mas bem, porque eu tinha ali, junto comigo, caminhando comigo, o meu anjo, é anjo. Passou de anjo pra Jacob, de Jacob pra um estranho, e de estranho para uma lembrança. Não posso dizer que é uma lembrança ruim, não posso dizer que foram tempos ruins, jamais eu falaria uma coisa dessas. Eu disse que não falaria mal, mas a partir do momento em que ‘morfasse’ pro lado negro, eu bateria de frente, eu espernearia, eu gritaria e falaria com o dedo apontado na cara se preciso. Mas chegou o momento em que a loira parou de ser egoísta. A loira egoísta de sempre amoleceu, e notou que não valeria à pena segurar por muito tempo, notou que viver em função de outra pessoa não vale a pena. Esquecer de si não vale a pena. Pelo menos eu disse pra ela que não valeu. Pois não deixar que o outro viva, não é vida, é egoísmo exacerbado, é maldade já. O problema é: a morena adorava a maldade, adorava ser malvada, e fazia questão de ser um anjo, mas os jogos a perseguiam, a loucura era linda, era brilhante, era divertida. Mas desde quando a luz acesa não é divertida? Desde quando o dia não divertido? A morena não sabia disso. Ou ao menos achava que a vida no escuro e na noite era muito mais divertida. Quando eu vejo essas duas de longe, eu vejo a loucura que é estar perto. Caralho, é sem noção. É complicado, mas não tem um que não goste de estar perto e vivendo junto com essas confusões. A monotonia pra mim não tem a mínima graça.

Mas então, a morena louca se apaixonou por um príncipe. Sim, aquele arrogante e perfeito, aquele mesmo que tu estas pensando, e ainda por cima de um cavalo branco. Nunca na minha cabeça eu ia achar que ela ia gostar disso, cara, que chatice... so so so boring. But, não foi assim, foi intenso em cada momento e divertido em cada coisa. Ela aprendeu muito, e eu digo isso com certeza, conheço a morena bem, conheço o que ela é capaz, o que foi capaz de mudar pelo príncipe... Eu acho que o príncipe fez um bem pra ela. Mas como toda a perfeição, um dia ela vira mágica e muda, sempre tem o clímax da historia se lembram? Aquela parte turbulenta em que a ‘mocinha’ ou a vilã que virou mocinha de ferra, ou o mocinho é enganado pela ‘mocinha’ e fica com a vilã, aah uma confusão só. Mas dessa vez a morena errou. Foi até a loucura máxima, foi até o ponto máximo de ser a vilã, que doeu. E passou dos limites, morena. Relaxa. Passou. Pronto, pronto... Chora que faz bem.

Mas e o que falar da loira louca? Sim, não ache que ela é a fofa e normal da história. Muito pelo contrário. Ela amoleceu e decidiu viver a vida dela, parou de viver na escuridão imensa e começou a ter uma nova filosofia de vida com amor. Dã, sim. As vezes eu acho que ela é insana demais, e acha que é normal. Doida. E quando ela disse, chega! Veio a confusão. O descontrole. E qual será o destino dela? Eu como amiga tenho palpites haha mas que tu não vem pisar no pé dela e nem cutuca muito, vai ver onde está pisando filho. Ali não é pelo caminho fácil.


E assim as duas caminham caminhos. Ou apenas uma segue com a vida. Mas quem sabe não se fundiram por aí em alguma mente inacabada e com uma avassaladora? Amanhã.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

eu me avisei. mas não, nem eu me escuto.

Eu disse, eu tava prevendo a confusão, o descontrole, a falta de juízo e compreensão, a perda e tudo isso para que? Me parece que não vai dar em nada. Não estou escrevendo antes de dormir, porque não estou tendo o antes de dormir, eu logo durmo. A loucura e a insanidade estão presentes, não estou pensando mais. Que viagem. Vou cavar um buraco e ficar dentro, vou dizer aos quatro cantos pra me deixarem em paz, sem baixaria e pedir pra alguém na rua fechar o buraco com terra. Sim terra e não cimento, eu ainda quero voltar pra essa vida. Não to sendo dramática como tu pensas, apenas estou querendo dar um tempo de tudo isso. Tava tudo indo tão bem, com a falta de juízo normal, mas consciente de que eu era assim, eu sabia meu limite, a racionalidade andava comigo junto. Mas e agora? Onde ela ta? Heim? Foi roubada de mim por um clone. Sim e o pior é que não é um clone físico. Quem me dera, eu saberia lidar muito mais fácil se fosse literalmente um clone meu. Mas não é, apareceu do nada, na hora em que eu disse basta, vou viver a minha vida, tchanãããã, aparece a confusão. Eu não sei mais o que eu sinto, não sei mais o que eu penso, é só instinto, e essas sensações estão me deixando fora de prumo.

The dog definitely was easier.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

fácil difícil

Porra brother, estou com uma ânsia que está me matando.
Assistindo um reality agora de noite, me senti tão frágil e panaca diante de tanta coisa que eu tenho medo, e eles ali, indo de frente aos seus medos, não por vontade própria claro, pois sempre existirá o estimulo financeiro, mas será tão valido pra eles no final do programa que: se ferre o premio. Ah pára! Pizza de verme, minhoca, olho de peixe, e azeitona? Fácil. Aham.
Fiquei muito angustiada também, principalmente pela questão do como o ser humano não se limita por um premio, pode sentir dor, medo, desgosto, vergonha, tudo, claro, excessivamente, sem limite. O que me faz pensar muito no até que ponto, aonde o mundo pararia se fosse sempre ter que existir um premio, para cada um conhecer os seus limites, para cada um ver onde é que essa bagaça vai dar. Sei que é de uma filosofia meio exacerbada de minha parte ficar olhando uma merda daquelas e querer refletir na minha vida, maaas querido, eu sou assim, tiro de cada coisa uma forma nova para minha vida, uma forma de melhorar como pessoa. Não sou puritana, não acho que a vida regrada tem graça, acho que se essas pessoas ali tentando buscar uma nova experiência, uma nova fase da vida, pô eu acho muito afude tudo isso, independente de premio, ou de mídia, ou de trabalhos futuros, mas cara, quando tu ta ali correndo atrás do teu medo, mostrando pra si, mostrando para pessoas que não acreditam em ti, apenas mostrando também é válido, é importante para o crescimento do intelecto, para o desenvolvimento da mente e isso é de outro patamar onde a humanidade do 10 não está nessa vibe, não está querendo acreditar que ‘apenas’ se conhecendo já daríamos um grande passo, um degrau duplo eu diria.
Pensa comigo, se tu te conhece, se tu acredita nas tuas escolhas, se tu te proporciona desafios, se tu te mostra mesmo com amor, com confiança, tu certamente vais ver que os outros irão se contagiar com tamanha grandeza, e pelo amor da batata frita da Sonia, não ache que é egoísmo e ser soberba gostar de si mesmo, tem uma grande diferença entre se achar e se amar, e muito menos ser humildemente humilde também é diferente de humildade natural. Quando tu tens certeza da tua capacidade, e vai lá e conquista tu tens que ficar muito feliz e com um puta orgulho de ti tchê, não é errado ter confiança, tu estará te expondo, te exigindo, te puxando, te exigindo novamente, não fazendo nada de errado ou certo para os outros e sim só se preocupando contigo.
Eu sempre aprendi a correr atrás do fácil e do difícil, veio comigo, ta na minha personalidade não desistir do difícil e não menosprezar o fácil, essa ultima parte principalmente. Por que? Porque eu acho que seria uma abundancia de incompetência e monotonia dizer pro fácil que ele é fácil e exuberar o difícil. Não quero isso, não penso nisso, e não desejo isso. A frase mais conhecida da várzea ‘quero na vida o inesperado’, é muito fácil falar isso não? Claro que é. Sentar numa cadeira e sentir a brisa passar, os sinais te chamar, e as descobertas guardar, ai ai... o mundo é um morango maduro. Acooorda meu bem, não é por aí, a vida é muito linda e divertida pra ficar achando que pêra nasce em nuvens, que anjos te seguram pelo dedinho e voam contigo. Poxa, o teu anjo da guarda usa jeans surrado, tênis Vans e Ray-ban e aureola de colar e ainda por cima está se matando pra ti não morrer sem ter descoberto o paraíso antes de ele ter o prazo de validade vencido, pois sua missão de ajudar um sedentário deslumbrado e fazer com o que esse vegetal humano viva um pouco e aproveite cada momento dessa ‘vidinha’, pode estar com os segundos contados.
Hey man, vai dar uma força pra ele, pega um copinho de plástico, um pouco de energético e a vodka do angel e cuuurte a sensação de estar de novo vivendo. Não to te mandando virar alcoólatra nem nada, mas também se tu quiseres achar isso, que se dane. Se não entendeu até agora o que eu to querendo passar, clica ali em próximo blog e procura uma fala mais fácil sem analogias, que isso aqui não é pra ti. Vaaaza. E pra ti que ficou, agradeço sabe, por estar tentando ver algo de útil, ou até inútil que também eu acho valido, acho importante não curtir as coisas.

To dizendo, tem alguma coisa mudando nesse coração de gelo aqui que eu tenho, tinha..
Ah! Só tenho que começar a ouvir uma amiga minha que me manda RELAXAR.
Ainda vou escrever mais sobre isso, mas enquanto ainda tiver gelo aqui, e ninguém conseguir desfazer esse iceberg, não vou falar mais.. e to notando que o final dos posts estão falando nisso, isso que é o meu ‘ordem e progresso’. Putz, podia ter dormido sem essa Lu.



ENJOY(sorrindo ao dizer)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

realmente com sono.

Com sono mas se muita inspiração pra escrever...
Só posso falar do sono hoje, da simplicidade, do chocolate e do chá e irei ingerir em segundos...
Pode parecer fraqueza ou medo, pois que seja então..
Tenho oito minutos de bateria do note, e ainda não sei sobre o que escrever...

Caraca, foram três dias desta semana sem tempo pra pensar em nada, somente no que eu terei que adiantar amanhã, que era pra ontem, ou seja, uma correria sem fim, que só vai acabar no domingo de noite, e que eu espero dessa vez dormir antes das 6 da manhã. Não sei mais o que é dormir cedo, o que é levantar e olhar pela janela sentir o cheiro de grama, terra, e o vento batendo na minha janela, sim eu moro longe da cidade graças. Tu ouve carros, eu vacas. Não ri, é demais isso, eu acho pelo menos. Gosto de ser assim, poder correr, poder ter pelo menos aonde correr, pois agora eu me sinto com uma ferradura e ancoras amarradas com pesinhos nos meus pés, mas no meu coração eles estão loooooonge demais, esse é um assunto deixado para outra hora, quando eu achar que defini alguma coisa. Me conheço, é capaz de eu não escrever mais, morrer de amor, chorar, sofrer, rir, berrar, e me esquecer do que realmente importa que é viver, ah! Revelei um dos meus medos. Ta note, eu sei que ta no nível crítico de bateria. Parei. Boa noite! (primeira vez eu acho que fui educadinha!)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

peace.

Ainda me vejo com 16 anos descobrindo a perdição e isso me dá vontade de rir demais! Juro que a cada passo novo que eu do na minha vida, me remete aos meus sixteeeeeeeeeen como diria um amigo meu. Na verdade ele fala seventeen, mas é pela entonação que eu to dizendo haha.
Quando eu digo chega, me aparece o vem cá, quando eu digo acorda, me dizem relaxa, quando eu fico em silêncio, me fazem gritar, quando eu quero a loucura, me insistem em fazer voltar.
Rima podre mas é o que acontece nessa vida louca em que eu me meti, nesse caminho de palavras misteriosas e desejos que eu achei que não sentia mais, shit!
Adoro espalhar isso : the desire isn’t frozen it’s only the heart, dude. Mas e aí? Quando eu quero ficar no slow me aparece o high definition e me deixa sem ação tchê! E agora Manolo? Já me dizem respostas do tipo, ‘tu é muito nova’, clássica, ‘tu ta deixando de aproveitar o desejo’, tensa, ‘tu não disse chega já não?’, ‘hmmmmmmmmmmm, to sabendo’, essa é a pior. Que ta sabendo porcaria nenhuma? Acorda meu filho, não ta sabendo de nada e muito menos vai saber. Não gosto de contar minhas coisas, my stuff it’s my stuff okay? As pessoas não entendem isso, parece que gostam de fazer comentários toscos em relação a minha vida, mas e por que? Sou da paz, sou da boa vibração, não quero ter que dizer não pro meu desejo. O resto continua congelado muito bem obrigada.
Quero que tu, é tu aí que não tem vida, se manque e deixe eu viver a minha, com as minhas loucuras, com as minhas incertezas, com as minhas manias, com os meus surtos, com a minha falta de ciúmes e a meu alto egoísmo, com o meu amor, com as minhas ideias mirabolantes, com a minha dança, meu corpo, meu trabalho, meu estudo, tudo meu, e aí? Eu prejudico alguém? Não, só a mim mesma, e quanto mais a galera do agito me quiser por perto eu vou estar junto, ao lado, se caírem aos meus pés de remorso, eu digo tudo bem, aprendeu e não vai ser eu a julgar ninguém. Isso muitas vezes é que eu sinto falta, sinto falta daquilo que me fortalece e não me põem pra baixo, passei mais de quatro anos escutando sermões e ‘dicas’ de como viver, agora chegou a vez de eu curtir a guria que ainda vive aqui dentro, sem medo, sem stress, sem vergonha literalmente. Não sou louca de achar que as pessoas mudam, que o mundo vai melhorar, que as pessoas vão se amar e não fazer guerra, mas eu tenho essa utopia fatídica dentro mim, não consigo deixar de acreditar, mas, não sou louca. Lucidez pra dentro da cabeça, ou seria LIBERDADE?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Contos aqueles não falados.

Uma amiga minha me contou uma história, em que ela nunca era a princesa mais linda do reino, que ela se sentia cada vez mais distante do premio de mais formosa de todas. Quando ela esqueceu que era uma princesa, e resolveu mudar de vida, esquecendo que deveria se preparar para a competição, ela se sentiu mais livre, mesmo que continuando com sua angústia de ‘não primeira’. Ela conheceu um príncipe, rude, imponente e bem querido por seus amigos. Se sentia cada vez mais apegada a ele, mas sem pensar nele como príncipe, pois ela e ele tinham a mesma percepção da competição de príncipes. Enfim, dois príncipes não príncipes se conheceram e foram ser amigos certo? Certo. Ela e ele ficaram juntos uma vez, foi o bastante para ela se tornar a mais bela e ele o mais charmoso do reino. Ele era o que ela procurava, ela era o que ele imaginava em uma garota. Foram feitos um para o outro, mas e agora? Que ela é a mais formosa e ele o mais charmoso? Continuaram a satisfazer a vontade um do outro. E foi assim que começou..
Será que antes eles já não eram assim e não viram? Eu como uma das juradas do concurso, notei de antemão o que iria acontecer, mas como eles não se notaram antes? O que acontecerá nos próximos capítulos deste filme de romance tórrido? Daqui a seis meses eu escreverei novamente sobre.

Por hora, fim.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Gerbídea.

Sinto-me fechada a desgosto e emoção. Cara, pro inferno com essa droga de dia dos namorados. Sim, eu não tenho namorado e não estou procurando um, muito obrigada. Tem com certeza significado diferente esse Valentine para diferentes tipos de pessoas. Mas aqui eu falo de mim então, lá vai. Se está cansado de ler sobre a maravilha de ter um namorado no dia dos namorados e festejar isso, leia. Se estiver apaixonadamente idiota, não leia.
Por que do presente? Se um namorado vem e me dá presente de surpresa é muito mais interessante e muito mais gratificante do que uma data previsível e enfadonha. Como eu disse antes, este é um texto para não apaixonados. Pra que rosas? Se gérberas e tulipas são muito mais bonitas e cheirosas? Uma orquídea é mais simpática. Crie uma nova flor então. Quem me dera. Gerbídea. Criatividade de pessoa mal humorada é foda. Mas voltando ao assunto, por que do salão, sair pra jantar, motelzinho, dormir, se no outro dia toda a merda continua? Cara, o que essas mulheres não fazem por vocês. Sei de amiga minha que mete uma lingerie mini, fica toda desconfortável pra ficar toda gostosa e daí? Se é a primeira coisa que ele vai tirar? E não vai ver, porque você não gosta do seu corpo a ponto de fazer na luz acesa. Wake up woman! Seja tu mesma, ele gosto de ti assim meu bem, não é por que é dia dos namorados que tu vai ficar desconfortável com uma cara de jabuticaba podre se no final tu vai fingir um orgasmo e ele ficar todo satisfeito. Relaxa e... Cara, calma, não estou falando de calcinha bege e confortável, credo. Mas sim de continuar sendo tu mesma mulher, aquela sexy e sensual sem por favor discutir a relação, quer coisa pior que DR no dia dos namorados? Credo. Sei que o meu mau humor gratuito chega a ser ridículo, mas ajuda a me libertar do restinho de sentimentalismo que foi jogado fora ontem, que foi pisado e feito chantagem gratuitamente previsível, e eu ainda caio nessa, mas pelo menos eu admito aqui, publicamente a minha ingenuidade e a minha indecisão constante, diferente de ti, que prefere mostrar que é santo e muito compreensível, quando não passa de um falso príncipe que no terceiro round ta ofegando e pedindo pra sair e dizendo que o adversário é muito fácil, por isso a desistência. Meio argentino demais não?
Vive o passado vai, o presente acabou.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

I survive.

Todos os dias são gritos, chingamentos, desconfianças, falta de conversa que me fazem uma sobrevivente. Aquela que fica inconstante na vida e nos pensamentos, perdida nos sonhos e obscuridades que não fazem mais sentido. Ou fazem, para aqueles que assim como eu acreditam em uma vida melhor passiva e possivelmente mais plena. A cada dia o buraco aumenta, a dúvida e a inconclusividade se fazem presentes gritando pra eu crescer e parar de me preocupar. Mas como não me preocupar com alguém assim, que me fez o que eu sou hoje, é um reflexo do que eu serei, é uma dádiva ter alguém assim tão perto de mim, tão presente, e que se dobre em duas para me fazer feliz e a cada dia mais longe ao mesmo tempo, mais infeliz ao meu lado? Não tem como eu não chorar, e não me sentir perdida em pensamentos maléficos e indistintos, sem ter pra onde fugir ou gritar. Grita. Chora. Conversa. Grita. Só em pensamentos o primeiro e o quarto. Certamente o drama de novela mexicana não está dando mais pra agüentar, a Maria Augusta está pedindo clemência para a Tereza Roberta deixar de se preocupar tanto, e apenas viver. Existem dois mundos, um para os que vivem, e outro para os que se preocupam em viver, e o mundo para os que estão no meio? Não deveria existir? Eu estou criando um novo, sabe como vai se chamar? Mundo dos diários sobreviventes. Tosco eu sei, mas na profundidade e na agonia que certos assim como Maria Augusta está vivendo, pode ser o único caminho da paz, da convivência sadia.
Não sei quanto tempo vai durar essa abundância de falta de palavras. Hoje foi a minha ultima tentativa, ultima. Não posso jurar e dizer, que nunca mais irei tentar como hoje, mas com a certeza das lágrimas e o vazio do meu coração não quero mais ter que fazer isso de novo. Vou sobrevivendo. E ainda preciso crescer muito para entender esse vazio de Tereza Roberta.





paz

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Ballet e a disciplina.

todo mundo conhece a frase: "a dança é a linguagem oculta da alma", mas eu posso dizer com certeza que é.

Passos, movimentos, regras, sentimentos, ensaios, regras, machucados, caídas, conquistas, decepções, amor, amor, amor. Sinto-me cada vez mais próxima do que eu nem imaginava ser dançando, a cada aplauso, a cada elogio. Família. Quantos em casa não tem o amor que tem dentro do ensaio, dentro da escola, quantos estão 'comendo' dança, é eu uso essa palavra pois é disso que eles se alimentam, sonham, crescem e mostram para aqueles que nao ajudaram mas principalmente para aqueles que incentivaram, o quão bom faz a dança, o quão bom é ter que ir para o ensaio, fazer aula, e mais aula, e aula de novo para a cada ano melhorar, a cada ano viver melhor, incondicionavelmente dança.
Sei que muitos pensam do ballet por exemplo, sim não é 'balé', é ballet. Meu querido, depois de uma aula bem dada e principalmente bem feita de ballet, quero ver tu dizer que são só girinhos e saltinhos felizes, nao é feliz, é treino e dedicação, é esforço e aprendizado continuo, nada fora do lugar, nenhum fio de cabelo fora do lugar, musculos em total contração e flexibilidade, a cabeça apenas ali, apenas na concentração da voz do professor, dos ensinamentos. Não, os professores de ballet não são velhos chatos que querem aparecer, são os exemplos que temos que seguir, são aqueles que estudaram muito e que a cada ano pretendem dar aos seus alunos mais conhecimento e apredizado, mais disciplinaprincipalmente.
E por que eu to falando especificamente do ballet? Vou explicar falando do Jazz por exemplo, muitos começam por aí, uma aula de jazz, e quem continua no jazz, sente que precisa do ballet, por que? Porque o ballet te disciplina, disciplina e te disciplina mais um vez. Tu te controla, tu pode fazer uma aula de jazz muito mais colocada e principalmente NÃO jogada. Sim, jogada, quem quer ver um jazz que nao estica o pé e não alonga o corpo? eu não.

Sim meus amigos, o ballet ajuda em tudo, na vida também.
tu sai suada, cançada, dolorida, mas sabendo que no final das aulas e do ano, teu corpo, tua capacidade de controle e tua mente, estarão mais sadias e plenas.




PS.: não foi escrito antes de dormir. É preciso estar muito bem acordado para o ballet.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

meu e de todas.

o meu 'Jacob'. Em breve mais uma postagem sobre ele.

terça-feira, 25 de maio de 2010

eu exagero mesmo, e quem escreve sou eu. ponto.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

tl. 1

Nunca senti vontade de expressar meus sentimentos para alguém, pra que? Me diz? Pra ouvir os problemas de quem ouve depois, sem ter a solução do meu problema? Não obrigada. Vejo que cada vez mais eu não mudo, continuo com os mesmos pensamentos, quem sabe as atitudes mudaram, é... Elas mudaram com certeza, mas eu to falando dos pensamentos agora, por que as minhas atitudes estão me assombrando. Ta, os pensamentos, o interior e minha personalidade andam juntos, não mudam, não melhoram nem pioram, não crescem, por que essa sou eu, essa agora mulher, sem muito que esclarecer, sem muito que sentir, sem muito que explicar, simples como o vento e um vulcão. Mas não era sobre isso que eu queria falar, faltam 22 min para acabar com a bateria do meu lap, e eu aqui com Edward Cullen na cabeça, com o Jake no coração, e me sentindo completamente Victoria, sozinha e desamparada. Aqui e agora sinto que meu quarto me conforta, me acalma, e me dá cada vez mais vontade de fugir mesmo assim, morar longe daqui, ter outros contatos e conversas, em outra língua e patamar, usar casaco o dia inteiro, sentir o frio cortar na minha garganta e mesmo assim me sentir segura, salva de toda a negatividade desse lugar, sem me preocupar com os outros, somente comigo ganhar dinheiro pra mim, me matar de trabalhar sem reclamar de nada, morar com completamente estranhos, ou até mesmo trabalhar para as crianças, é, crianças me dariam um gás novo na vida, por que essas sim são legais, falam a verdade, não gastam muito dinheiro, amam de verdade, sorriem de verdade e são lindas por natureza. Eu acho que seria bom NY LA ou até mesmo Vancouver. That would be nice.

Dia 26 de abril de 2010, 01:24 a.m.

sábado, 15 de maio de 2010

red eyes.

Red eyes.

Sim, olhos vermelhos. Não a cor em si, mas o mistério que eles têm e a profundidade em que eles me envolveram. E em que rosto e a qual alma eles pertencem. Diria que são incondicionalmente fascinantes.
Sempre alerta, sempre atentos. As palavras não dizem muito, não saem muito pela sua boca. E quem precisa de palavras quando se tem dois lóbulos que falam por si sem dizer nem se quer uma única palavra? Ele não precisava.
E pensar que o conheço á tantos anos. Mas ele nunca tinha me chamado a atenção realmente. À segunda vista? Sim. Eu cresci, amadureci, e aprendi que não sou igual a todos. E definitivamente ele também não é.
Mas sabe, uma das coisas que mais me intriga e me deixa pasma, são as pessoas que são mais bonitas e mais inteligentes do que eu, o que não é muito difícil, mas ter os dois dentro do corpo e da mente, é algo que se tem que parar para admirar e outro fator que me deixa extasiada, são as pessoas perceptivas, com intuições. E o que torna isso especial? Bom, até então eu não achava especial por que é exatamente o que eu sou. O que nos últimos três anos vem acontecendo comigo, minhas percepções de vida e de felicidade estão cada vez mais gritantes, e isso vem me tornando uma pessoa melhor e mais de bem com o mundo. E ver isso em outros, é realmente intrigante e com certeza especial.
The red eyes. É assim que passei a chamá-lo em meu pensamento depois daquele encontro.

Eu estava em uma festa privada de aniversário, onde no máximo 10 pessoas estavam. Muita bebida e muito cigarro se alternavam entre as pessoas. Olhares maliciosos, sedentos de carne e sexo. Esperando o momento em que poderiam atacar. Ei, calma aí, todos ali quase maiores de idade, e mesmo que não seja legalmente permitido, no meu país é humanamente muito comum. Risos altos, olhares e mais olhares. Bebidas vermelhas alcoolicamente geladas, tontura, fome, receio, sentimentos a milhão de batimentos cardíacos.
Nem sei a quantos anos eu não o via, e nem sentia sua presença nos lugares e nas pessoas. Simplesmente sumiu por quase três anos.
Então, de repente aparecem dois garotos. Não estranhos a minha vista, mas, indiferente aos olhos e ao coração. Um nem fez diferença no local. Mas o outro... estatura média, cabelo preto brilhante, olhos pretos grandes, e um sorriso torto devastador. Mas para mim não era possível. Por que eu não o via á tanto tempo, e nunca tinha prestado atenção nele, ou pelo menos não tão minuciosamente. Ele era relativamente mais velho do que eu, três anos. O que para meninos e meninas não é grande coisa, pois obviamente somos mais evoluídas intelectualmente. Tenho certeza de que com esse eu estava um pouco enganada.
Ali, sem saber o que eu estava dizendo, fazendo, totalmente alcoolizada, totalmente taurina: sedutora e feroz. Sentei-me em um sofá com minhas pernas pra cima. Dois dos meninos ali ficaram me tentando. O primeiro sr. Elogios e bajulação. O segundo foi só ali para encher meu saco realmente. E cada vez mais bêbados. Cada vez o fogo queria sair de dentro de mim. Queria explodir e eu o afogava com restrições. Chegava a ser loucamente engraçado tudo aquilo, pois era eu sentada em um sofá de um lugar, com os dois e mais um loiro metido e sedutor. Mas, consegui me conter. Privar-me de alguma loucura foi a melhor coisa a fazer.
Mas enquanto os dois estavam cada vez mais atiçando o meu ego, aquele que me fez notá-lo mais minuciosamente estava me olhando. De canto, como se algo o perturbasse, algo o fizesse sentir um desconforto. Mas eu não podia perguntar por que não o conhecia mais, e naquele momento, ele ali, sem camisa... Ah! Sim, ele tem um corpo de se admirar, não muito musculoso nem tão magrelo. Na medida certa. A minha medida.
Aquele olhar, eu não vou mais me esquecer. Parecia dor, e ao mesmo tempo certa incerteza. Eu não sei, mas, foi algo surreal.
Um dia depois voltamos a nos encontrar. Num super festival, onde todo o estado estava lá. Não notei que ele tinha aparecido. Quando do nada ele se parou diante de mim. E puxou um assunto furado, nem sei bem o que, pois uma musica completamente alucinada e mágica estava gritando dos autos falantes.E eu louca como sempre dançando, parecia que eu estava mais livre do que nunca, ali eu não tinha nenhuma preocupação, nenhum problema. Mas ele parecia estar querendo algo a mais. Algo que eu realmente não sabia o que era. Ops! Um minuto depois eu tive uma rápida idéia do que ele queria. Um beijo talvez. Parecia depender da minha reação o que ele deveria fazer. Quando eu dançava na frente dele sem realmente entender o que ele estava fazendo, ele fixou os olhos nos meus, sim aqueles mesmos olhos que me analisaram um dia antes estavam lá. Olhos em minha boca logo depois. Inclinou-se em minha direção tomando certo cuidado. Como eu disse, naquele momento dependia de mim, apenas da minha ação em reação a dele. Assustada, certamente ele achou que eu era uma louca, só pode, pois sem perceber eu fiquei com medo daquilo, pois como um homem feito ele que rejeita qualquer tipo de pirralhisse e parecia ser frio e calculista, sempre visando o seu objetivo, mas sem ser exagerado, sem parecer demasiado poderia me querer? Eu não compreendi naqueles segundos. Comecei a dançar mais e mais, fingindo não perceber que ele estava ali, e levemente fui me afastando. Então acabou.
Na semana seguinte eu vivi normalmente, mas na minha cabeça a imagem no garoto vindo em minha direção foi algo inexplicável.
Cada vez em que eu olhava meu site de relacionamento com amigos, eu via, que em meus visitantes recentes ele se mantia presente. O que me deixou intrigada. Será então que ele não me achou tão esquisita e louca como eu pensava? Ou ele realmente pensa isso e fica me verificando para ver mais esquisitices? Eu não tinha como saber. Era muito improvável um novo encontro.
Carnaval esta chegando. Quatro dias da mais pura loucura e falta de juízo.
No primeiro dia de festa, minha amiga passou mal. O que foi muito engraçado. Realmente, pois nada ali era controlado. Bebida à vontade, loucura à vontade. E nenhum pensamento de trégua era possível para qualquer um que fosse.
Segundo dia, um camarote a vista. Uma festa como nenhuma outra foi prometida pra nós. O que na verdade não aconteceu.
Festa bem mais ou menos, mas a bebida não foi tanta, a loucura muito menos. Então as conversas foram mais longas, as histórias e picuinhas também. E como sempre eu tinha que tentar resolvê-las. Quando me dou conta, o visitante recente do meu site estava lá. Estranho, não achei que fosse vê-lo de novo.
Ouvi rumores de que ele realmente estava afim de mim. O que me deixou sem fôlego. Por leves três segundos. Pois caí na realidade. Passou toda a festa e ele mal falou comigo. Porem me olhava como nunca. E os olhos. Aqueles olhos não me mentiam. Mas não falavam nada. Completamente misterioso. Completamente sem palavras.
Um beijo de despedida. Somente isso. O mais desajeitado beijo de despedida que houve. Eu não estava mais acostumada a me adaptar ao jeito de beijar de outra pessoa. Mas bastou para de deixar completamente pirada. Fui embora de lá logo depois. Parecia uma criança que ganhou um brinquedo novo. E eu tinha mesmo ganho.
Dali em diante, ele se mostrou presente. O que realmente me surpreendeu, eu jamais iria sequer pensar que haveria uma próxima vez em que ele fizesse questão de me ver.
A conversa e as coisas em comum cada vez mais iam aparecendo. Não tinha tempo ruim com ele, sempre alegre, mas cada vez mais intrigante.
Em uma festa que teve na serra, eu me surpreendi mais uma vez. Adivinha quem estava lá? Sim, ele mesmo. Mas dessa vez eu tinha quase certeza de que ele estaria lá. E quando a minha amiga me avisou que ele iria passar por ali bem rápido. Eu joguei um charme e fiz de conta que não tinha o visto. Ah, sabe como é, não dá pra demonstrar tudo de cara o que se quer. Ele já veio com uma cara séria me cumprimentar.
Não entendi muito bem o porquê daquilo, mas ele logo foi me explicando que naquele mesmo dia ele me mandou uma mensagem me perguntando onde eu iria estar a noite, mas como eu não estava mais com o meu celular eu nem imaginava. Então ele com aqueles olhos fixos em mim, me gelando de fora pra dentro, sendo completamente convidativos e suaves, me beijou. Primeiro calmamente, encaixando seus lábios nos meus. Me deixei levar pelos meus impulsos aquela noite. Sem sequer contestar em meus princípios e pensamentos.
Quando dei por mim, aquele garoto, dos olhos fascinantes, tinha me conquistado pra valer. Tinha me tomado em sua grandeza e me mostrado o quão bom é estar com alguém que se parece com nós mesmos. O carinho construído de uma forma boa, adulta e sem cobranças, sem ressentimentos.
Toda a conversa sobre filmes, sobre livros, autores e diretores famosos. Sim, apenas conversa muitas vezes. Ele me respeitava em meu canto e eu no dele. Fomos constituindo uma amizade, a qual eu não tinha a muito tempo. Alguém com quem conversar, não só as bobagens do dia a dia, mas sim coisas que realmente importam pra mim. E nele eu encontrei essa pessoa. Nele eu pude ver o quanto é ser eu mesma. O quanto é bom ser aceita como sou com a minha vasta lista de defeitos e as minhas sutis virtudes.
Trocamos confidências, poucas é verdade, pois nem eu nem ele somos de espalhar nosso íntimo por aí.


Foram dois meses intensos. De convivência diferenciada. Um quase namoro e sim é ridículo esse termo. Mas nossas percepções de relacionamento já não eram os mesmos. Ele parecia querer mais do que eu podia dar a ele. Algo sério quem sabe, mas eu não podia mais magoá-lo. E ele sempre me deixou claro que não era um rapazote e sim um homem, que sabe o que quer, e sabe quando deve se afastar e sabe se cuidar sozinho.
Eu confiava nele, em suas palavras. Eram realmente verdade. E ele se afastou. Me deixou para viver seu mundo incógnito. Aquele que eu espero continuar fazendo parte.
Não pude segurá-lo mais perto de mim. Mas no meu coração ele ainda estava. Num lugar que até hoje é dele. Mas a paixão não desabrochou dentro de mim. Não pulsou mais forte. A minha não. Mas os olhos. Penetrantes.
Red. A cor da dor, do pecado, da paixão, do ressentimento, da ternura, da sensação, da profundidade. Ele é assim. Precioso. Único.
E eu jamais conseguirei algum dia esquecer aqueles olhos.
Olhos aqueles que me fazem até hoje sentir-me bem. De coração aberto. De paz de espírito. Mas intrigantes. Olhos que me fazem enxergar eu mesma neles. A minha face dita ali. A minha face descrita ali. O mistério que muitos já disseram que eu tinha, a ferocidade com que os meus olham para quem vê, são os mesmo que ele me olha. Chega a ser frustrante. Irrita-me mesmo muitas vezes porque eu não consigo ter uma noção do que ele sente realmente por mim. Fico me perguntando se algum dia eu irei saber. Se algum dia ele irá me tirar todas estas duvidas que me rondam dia e noite. Que rondam o meu pensamento vasto. Sinto que já não são os mesmos olhos dos primeiros dias. São melhores. Eles cobiçam realmente, eles me mostram agora mais claramente o que querem. Mas o sentimento, esse eu não consigo decifrar.
O som da risada, misturado com o nosso silêncio são mágicos e trágicos, vejo todos a minha volta, com suas loucuras e perversões descritas na lata, sem nenhum mistério. E de repente me deparo com alguém assim, que demora a se mostrar, que posso andar ao seu lado uma vida inteira que não vou conhecê-lo realmente. E se de repente ele não se intriga tanto comigo? E se sou apenas mais uma peça de sua coleção de garotas simples. Eu sinceramente acredito, que igual a ele não existe. Sei que soa meio piegas, mas, eu nunca conheci ninguém assim. Que me deixe horas ao seu lado sem se mostrar demais, ou ser extravagante, sem sequer ser indelicado ou chato.
Irônico e amável. E aqueles olhos vermelhos continuam a me olhar... apenas.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Meu Jacob

Meus dedos estão trancados, presos a lembranças que me fazem bem e não me deixam viver, sem terem para onde correr ou se agarrar, dói ter este panorama da situação, dói ter as mãos atadas, e principalmente dói ter que conviver diariamente com elas, sem te dar uma folga, sem te dar um alento se quer.
Continuo com o meu Jacob, o meu amado, aquele que eu, como boa egoísta, não consigo deixá-lo ir, não consigo deixá-lo ficar sem mim, olha, juro que eu tentei, mas meu coração não quer mais ficar longe dele, mesmo sabendo dos riscos e magoas, mesmo sabendo que cada dia que passa ele vai me amar mais e mais. Mas pensa, se tu tens alguém assim, por que deixar que se separe da sua vida?






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