Todos os dias são gritos, chingamentos, desconfianças, falta de conversa que me fazem uma sobrevivente. Aquela que fica inconstante na vida e nos pensamentos, perdida nos sonhos e obscuridades que não fazem mais sentido. Ou fazem, para aqueles que assim como eu acreditam em uma vida melhor passiva e possivelmente mais plena. A cada dia o buraco aumenta, a dúvida e a inconclusividade se fazem presentes gritando pra eu crescer e parar de me preocupar. Mas como não me preocupar com alguém assim, que me fez o que eu sou hoje, é um reflexo do que eu serei, é uma dádiva ter alguém assim tão perto de mim, tão presente, e que se dobre em duas para me fazer feliz e a cada dia mais longe ao mesmo tempo, mais infeliz ao meu lado? Não tem como eu não chorar, e não me sentir perdida em pensamentos maléficos e indistintos, sem ter pra onde fugir ou gritar. Grita. Chora. Conversa. Grita. Só em pensamentos o primeiro e o quarto. Certamente o drama de novela mexicana não está dando mais pra agüentar, a Maria Augusta está pedindo clemência para a Tereza Roberta deixar de se preocupar tanto, e apenas viver. Existem dois mundos, um para os que vivem, e outro para os que se preocupam em viver, e o mundo para os que estão no meio? Não deveria existir? Eu estou criando um novo, sabe como vai se chamar? Mundo dos diários sobreviventes. Tosco eu sei, mas na profundidade e na agonia que certos assim como Maria Augusta está vivendo, pode ser o único caminho da paz, da convivência sadia.
Não sei quanto tempo vai durar essa abundância de falta de palavras. Hoje foi a minha ultima tentativa, ultima. Não posso jurar e dizer, que nunca mais irei tentar como hoje, mas com a certeza das lágrimas e o vazio do meu coração não quero mais ter que fazer isso de novo. Vou sobrevivendo. E ainda preciso crescer muito para entender esse vazio de Tereza Roberta.
paz
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