Desde quando tu partiu? Desde quando tu não me ama mais? Desde quando?
Sonhei com essas perguntas esses dias.
Muitas vezes eu acho que sonho, ou eu penso nisso muito e acabo sonhando. Não sei.
Bate aquela tristeza, bate aquela vontade de sumir, aquela vontade de estar junto de novo, aquela vontade de ter por perto. De ligar muitas vezes pra contar que eu tropecei na rua de boba, que eu sempre sou desastrada, que caio em dia de chuva, e mesmo assim estou bem, roxa com dor, mas bem, porque eu tinha ali, junto comigo, caminhando comigo, o meu anjo, é anjo. Passou de anjo pra Jacob, de Jacob pra um estranho, e de estranho para uma lembrança. Não posso dizer que é uma lembrança ruim, não posso dizer que foram tempos ruins, jamais eu falaria uma coisa dessas. Eu disse que não falaria mal, mas a partir do momento em que ‘morfasse’ pro lado negro, eu bateria de frente, eu espernearia, eu gritaria e falaria com o dedo apontado na cara se preciso. Mas chegou o momento em que a loira parou de ser egoísta. A loira egoísta de sempre amoleceu, e notou que não valeria à pena segurar por muito tempo, notou que viver em função de outra pessoa não vale a pena. Esquecer de si não vale a pena. Pelo menos eu disse pra ela que não valeu. Pois não deixar que o outro viva, não é vida, é egoísmo exacerbado, é maldade já. O problema é: a morena adorava a maldade, adorava ser malvada, e fazia questão de ser um anjo, mas os jogos a perseguiam, a loucura era linda, era brilhante, era divertida. Mas desde quando a luz acesa não é divertida? Desde quando o dia não divertido? A morena não sabia disso. Ou ao menos achava que a vida no escuro e na noite era muito mais divertida. Quando eu vejo essas duas de longe, eu vejo a loucura que é estar perto. Caralho, é sem noção. É complicado, mas não tem um que não goste de estar perto e vivendo junto com essas confusões. A monotonia pra mim não tem a mínima graça.
Mas então, a morena louca se apaixonou por um príncipe. Sim, aquele arrogante e perfeito, aquele mesmo que tu estas pensando, e ainda por cima de um cavalo branco. Nunca na minha cabeça eu ia achar que ela ia gostar disso, cara, que chatice... so so so boring. But, não foi assim, foi intenso em cada momento e divertido em cada coisa. Ela aprendeu muito, e eu digo isso com certeza, conheço a morena bem, conheço o que ela é capaz, o que foi capaz de mudar pelo príncipe... Eu acho que o príncipe fez um bem pra ela. Mas como toda a perfeição, um dia ela vira mágica e muda, sempre tem o clímax da historia se lembram? Aquela parte turbulenta em que a ‘mocinha’ ou a vilã que virou mocinha de ferra, ou o mocinho é enganado pela ‘mocinha’ e fica com a vilã, aah uma confusão só. Mas dessa vez a morena errou. Foi até a loucura máxima, foi até o ponto máximo de ser a vilã, que doeu. E passou dos limites, morena. Relaxa. Passou. Pronto, pronto... Chora que faz bem.
Mas e o que falar da loira louca? Sim, não ache que ela é a fofa e normal da história. Muito pelo contrário. Ela amoleceu e decidiu viver a vida dela, parou de viver na escuridão imensa e começou a ter uma nova filosofia de vida com amor. Dã, sim. As vezes eu acho que ela é insana demais, e acha que é normal. Doida. E quando ela disse, chega! Veio a confusão. O descontrole. E qual será o destino dela? Eu como amiga tenho palpites haha mas que tu não vem pisar no pé dela e nem cutuca muito, vai ver onde está pisando filho. Ali não é pelo caminho fácil.
E assim as duas caminham caminhos. Ou apenas uma segue com a vida. Mas quem sabe não se fundiram por aí em alguma mente inacabada e com uma avassaladora? Amanhã.
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