sexta-feira, 4 de junho de 2010

I survive.

Todos os dias são gritos, chingamentos, desconfianças, falta de conversa que me fazem uma sobrevivente. Aquela que fica inconstante na vida e nos pensamentos, perdida nos sonhos e obscuridades que não fazem mais sentido. Ou fazem, para aqueles que assim como eu acreditam em uma vida melhor passiva e possivelmente mais plena. A cada dia o buraco aumenta, a dúvida e a inconclusividade se fazem presentes gritando pra eu crescer e parar de me preocupar. Mas como não me preocupar com alguém assim, que me fez o que eu sou hoje, é um reflexo do que eu serei, é uma dádiva ter alguém assim tão perto de mim, tão presente, e que se dobre em duas para me fazer feliz e a cada dia mais longe ao mesmo tempo, mais infeliz ao meu lado? Não tem como eu não chorar, e não me sentir perdida em pensamentos maléficos e indistintos, sem ter pra onde fugir ou gritar. Grita. Chora. Conversa. Grita. Só em pensamentos o primeiro e o quarto. Certamente o drama de novela mexicana não está dando mais pra agüentar, a Maria Augusta está pedindo clemência para a Tereza Roberta deixar de se preocupar tanto, e apenas viver. Existem dois mundos, um para os que vivem, e outro para os que se preocupam em viver, e o mundo para os que estão no meio? Não deveria existir? Eu estou criando um novo, sabe como vai se chamar? Mundo dos diários sobreviventes. Tosco eu sei, mas na profundidade e na agonia que certos assim como Maria Augusta está vivendo, pode ser o único caminho da paz, da convivência sadia.
Não sei quanto tempo vai durar essa abundância de falta de palavras. Hoje foi a minha ultima tentativa, ultima. Não posso jurar e dizer, que nunca mais irei tentar como hoje, mas com a certeza das lágrimas e o vazio do meu coração não quero mais ter que fazer isso de novo. Vou sobrevivendo. E ainda preciso crescer muito para entender esse vazio de Tereza Roberta.





paz

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Ballet e a disciplina.

todo mundo conhece a frase: "a dança é a linguagem oculta da alma", mas eu posso dizer com certeza que é.

Passos, movimentos, regras, sentimentos, ensaios, regras, machucados, caídas, conquistas, decepções, amor, amor, amor. Sinto-me cada vez mais próxima do que eu nem imaginava ser dançando, a cada aplauso, a cada elogio. Família. Quantos em casa não tem o amor que tem dentro do ensaio, dentro da escola, quantos estão 'comendo' dança, é eu uso essa palavra pois é disso que eles se alimentam, sonham, crescem e mostram para aqueles que nao ajudaram mas principalmente para aqueles que incentivaram, o quão bom faz a dança, o quão bom é ter que ir para o ensaio, fazer aula, e mais aula, e aula de novo para a cada ano melhorar, a cada ano viver melhor, incondicionavelmente dança.
Sei que muitos pensam do ballet por exemplo, sim não é 'balé', é ballet. Meu querido, depois de uma aula bem dada e principalmente bem feita de ballet, quero ver tu dizer que são só girinhos e saltinhos felizes, nao é feliz, é treino e dedicação, é esforço e aprendizado continuo, nada fora do lugar, nenhum fio de cabelo fora do lugar, musculos em total contração e flexibilidade, a cabeça apenas ali, apenas na concentração da voz do professor, dos ensinamentos. Não, os professores de ballet não são velhos chatos que querem aparecer, são os exemplos que temos que seguir, são aqueles que estudaram muito e que a cada ano pretendem dar aos seus alunos mais conhecimento e apredizado, mais disciplinaprincipalmente.
E por que eu to falando especificamente do ballet? Vou explicar falando do Jazz por exemplo, muitos começam por aí, uma aula de jazz, e quem continua no jazz, sente que precisa do ballet, por que? Porque o ballet te disciplina, disciplina e te disciplina mais um vez. Tu te controla, tu pode fazer uma aula de jazz muito mais colocada e principalmente NÃO jogada. Sim, jogada, quem quer ver um jazz que nao estica o pé e não alonga o corpo? eu não.

Sim meus amigos, o ballet ajuda em tudo, na vida também.
tu sai suada, cançada, dolorida, mas sabendo que no final das aulas e do ano, teu corpo, tua capacidade de controle e tua mente, estarão mais sadias e plenas.




PS.: não foi escrito antes de dormir. É preciso estar muito bem acordado para o ballet.