quarta-feira, 26 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
tl. 1
Nunca senti vontade de expressar meus sentimentos para alguém, pra que? Me diz? Pra ouvir os problemas de quem ouve depois, sem ter a solução do meu problema? Não obrigada. Vejo que cada vez mais eu não mudo, continuo com os mesmos pensamentos, quem sabe as atitudes mudaram, é... Elas mudaram com certeza, mas eu to falando dos pensamentos agora, por que as minhas atitudes estão me assombrando. Ta, os pensamentos, o interior e minha personalidade andam juntos, não mudam, não melhoram nem pioram, não crescem, por que essa sou eu, essa agora mulher, sem muito que esclarecer, sem muito que sentir, sem muito que explicar, simples como o vento e um vulcão. Mas não era sobre isso que eu queria falar, faltam 22 min para acabar com a bateria do meu lap, e eu aqui com Edward Cullen na cabeça, com o Jake no coração, e me sentindo completamente Victoria, sozinha e desamparada. Aqui e agora sinto que meu quarto me conforta, me acalma, e me dá cada vez mais vontade de fugir mesmo assim, morar longe daqui, ter outros contatos e conversas, em outra língua e patamar, usar casaco o dia inteiro, sentir o frio cortar na minha garganta e mesmo assim me sentir segura, salva de toda a negatividade desse lugar, sem me preocupar com os outros, somente comigo ganhar dinheiro pra mim, me matar de trabalhar sem reclamar de nada, morar com completamente estranhos, ou até mesmo trabalhar para as crianças, é, crianças me dariam um gás novo na vida, por que essas sim são legais, falam a verdade, não gastam muito dinheiro, amam de verdade, sorriem de verdade e são lindas por natureza. Eu acho que seria bom NY LA ou até mesmo Vancouver. That would be nice.
Dia 26 de abril de 2010, 01:24 a.m.
Dia 26 de abril de 2010, 01:24 a.m.
sábado, 15 de maio de 2010
red eyes.
Red eyes.
Sim, olhos vermelhos. Não a cor em si, mas o mistério que eles têm e a profundidade em que eles me envolveram. E em que rosto e a qual alma eles pertencem. Diria que são incondicionalmente fascinantes.
Sempre alerta, sempre atentos. As palavras não dizem muito, não saem muito pela sua boca. E quem precisa de palavras quando se tem dois lóbulos que falam por si sem dizer nem se quer uma única palavra? Ele não precisava.
E pensar que o conheço á tantos anos. Mas ele nunca tinha me chamado a atenção realmente. À segunda vista? Sim. Eu cresci, amadureci, e aprendi que não sou igual a todos. E definitivamente ele também não é.
Mas sabe, uma das coisas que mais me intriga e me deixa pasma, são as pessoas que são mais bonitas e mais inteligentes do que eu, o que não é muito difícil, mas ter os dois dentro do corpo e da mente, é algo que se tem que parar para admirar e outro fator que me deixa extasiada, são as pessoas perceptivas, com intuições. E o que torna isso especial? Bom, até então eu não achava especial por que é exatamente o que eu sou. O que nos últimos três anos vem acontecendo comigo, minhas percepções de vida e de felicidade estão cada vez mais gritantes, e isso vem me tornando uma pessoa melhor e mais de bem com o mundo. E ver isso em outros, é realmente intrigante e com certeza especial.
The red eyes. É assim que passei a chamá-lo em meu pensamento depois daquele encontro.
Eu estava em uma festa privada de aniversário, onde no máximo 10 pessoas estavam. Muita bebida e muito cigarro se alternavam entre as pessoas. Olhares maliciosos, sedentos de carne e sexo. Esperando o momento em que poderiam atacar. Ei, calma aí, todos ali quase maiores de idade, e mesmo que não seja legalmente permitido, no meu país é humanamente muito comum. Risos altos, olhares e mais olhares. Bebidas vermelhas alcoolicamente geladas, tontura, fome, receio, sentimentos a milhão de batimentos cardíacos.
Nem sei a quantos anos eu não o via, e nem sentia sua presença nos lugares e nas pessoas. Simplesmente sumiu por quase três anos.
Então, de repente aparecem dois garotos. Não estranhos a minha vista, mas, indiferente aos olhos e ao coração. Um nem fez diferença no local. Mas o outro... estatura média, cabelo preto brilhante, olhos pretos grandes, e um sorriso torto devastador. Mas para mim não era possível. Por que eu não o via á tanto tempo, e nunca tinha prestado atenção nele, ou pelo menos não tão minuciosamente. Ele era relativamente mais velho do que eu, três anos. O que para meninos e meninas não é grande coisa, pois obviamente somos mais evoluídas intelectualmente. Tenho certeza de que com esse eu estava um pouco enganada.
Ali, sem saber o que eu estava dizendo, fazendo, totalmente alcoolizada, totalmente taurina: sedutora e feroz. Sentei-me em um sofá com minhas pernas pra cima. Dois dos meninos ali ficaram me tentando. O primeiro sr. Elogios e bajulação. O segundo foi só ali para encher meu saco realmente. E cada vez mais bêbados. Cada vez o fogo queria sair de dentro de mim. Queria explodir e eu o afogava com restrições. Chegava a ser loucamente engraçado tudo aquilo, pois era eu sentada em um sofá de um lugar, com os dois e mais um loiro metido e sedutor. Mas, consegui me conter. Privar-me de alguma loucura foi a melhor coisa a fazer.
Mas enquanto os dois estavam cada vez mais atiçando o meu ego, aquele que me fez notá-lo mais minuciosamente estava me olhando. De canto, como se algo o perturbasse, algo o fizesse sentir um desconforto. Mas eu não podia perguntar por que não o conhecia mais, e naquele momento, ele ali, sem camisa... Ah! Sim, ele tem um corpo de se admirar, não muito musculoso nem tão magrelo. Na medida certa. A minha medida.
Aquele olhar, eu não vou mais me esquecer. Parecia dor, e ao mesmo tempo certa incerteza. Eu não sei, mas, foi algo surreal.
Um dia depois voltamos a nos encontrar. Num super festival, onde todo o estado estava lá. Não notei que ele tinha aparecido. Quando do nada ele se parou diante de mim. E puxou um assunto furado, nem sei bem o que, pois uma musica completamente alucinada e mágica estava gritando dos autos falantes.E eu louca como sempre dançando, parecia que eu estava mais livre do que nunca, ali eu não tinha nenhuma preocupação, nenhum problema. Mas ele parecia estar querendo algo a mais. Algo que eu realmente não sabia o que era. Ops! Um minuto depois eu tive uma rápida idéia do que ele queria. Um beijo talvez. Parecia depender da minha reação o que ele deveria fazer. Quando eu dançava na frente dele sem realmente entender o que ele estava fazendo, ele fixou os olhos nos meus, sim aqueles mesmos olhos que me analisaram um dia antes estavam lá. Olhos em minha boca logo depois. Inclinou-se em minha direção tomando certo cuidado. Como eu disse, naquele momento dependia de mim, apenas da minha ação em reação a dele. Assustada, certamente ele achou que eu era uma louca, só pode, pois sem perceber eu fiquei com medo daquilo, pois como um homem feito ele que rejeita qualquer tipo de pirralhisse e parecia ser frio e calculista, sempre visando o seu objetivo, mas sem ser exagerado, sem parecer demasiado poderia me querer? Eu não compreendi naqueles segundos. Comecei a dançar mais e mais, fingindo não perceber que ele estava ali, e levemente fui me afastando. Então acabou.
Na semana seguinte eu vivi normalmente, mas na minha cabeça a imagem no garoto vindo em minha direção foi algo inexplicável.
Cada vez em que eu olhava meu site de relacionamento com amigos, eu via, que em meus visitantes recentes ele se mantia presente. O que me deixou intrigada. Será então que ele não me achou tão esquisita e louca como eu pensava? Ou ele realmente pensa isso e fica me verificando para ver mais esquisitices? Eu não tinha como saber. Era muito improvável um novo encontro.
Carnaval esta chegando. Quatro dias da mais pura loucura e falta de juízo.
No primeiro dia de festa, minha amiga passou mal. O que foi muito engraçado. Realmente, pois nada ali era controlado. Bebida à vontade, loucura à vontade. E nenhum pensamento de trégua era possível para qualquer um que fosse.
Segundo dia, um camarote a vista. Uma festa como nenhuma outra foi prometida pra nós. O que na verdade não aconteceu.
Festa bem mais ou menos, mas a bebida não foi tanta, a loucura muito menos. Então as conversas foram mais longas, as histórias e picuinhas também. E como sempre eu tinha que tentar resolvê-las. Quando me dou conta, o visitante recente do meu site estava lá. Estranho, não achei que fosse vê-lo de novo.
Ouvi rumores de que ele realmente estava afim de mim. O que me deixou sem fôlego. Por leves três segundos. Pois caí na realidade. Passou toda a festa e ele mal falou comigo. Porem me olhava como nunca. E os olhos. Aqueles olhos não me mentiam. Mas não falavam nada. Completamente misterioso. Completamente sem palavras.
Um beijo de despedida. Somente isso. O mais desajeitado beijo de despedida que houve. Eu não estava mais acostumada a me adaptar ao jeito de beijar de outra pessoa. Mas bastou para de deixar completamente pirada. Fui embora de lá logo depois. Parecia uma criança que ganhou um brinquedo novo. E eu tinha mesmo ganho.
Dali em diante, ele se mostrou presente. O que realmente me surpreendeu, eu jamais iria sequer pensar que haveria uma próxima vez em que ele fizesse questão de me ver.
A conversa e as coisas em comum cada vez mais iam aparecendo. Não tinha tempo ruim com ele, sempre alegre, mas cada vez mais intrigante.
Em uma festa que teve na serra, eu me surpreendi mais uma vez. Adivinha quem estava lá? Sim, ele mesmo. Mas dessa vez eu tinha quase certeza de que ele estaria lá. E quando a minha amiga me avisou que ele iria passar por ali bem rápido. Eu joguei um charme e fiz de conta que não tinha o visto. Ah, sabe como é, não dá pra demonstrar tudo de cara o que se quer. Ele já veio com uma cara séria me cumprimentar.
Não entendi muito bem o porquê daquilo, mas ele logo foi me explicando que naquele mesmo dia ele me mandou uma mensagem me perguntando onde eu iria estar a noite, mas como eu não estava mais com o meu celular eu nem imaginava. Então ele com aqueles olhos fixos em mim, me gelando de fora pra dentro, sendo completamente convidativos e suaves, me beijou. Primeiro calmamente, encaixando seus lábios nos meus. Me deixei levar pelos meus impulsos aquela noite. Sem sequer contestar em meus princípios e pensamentos.
Quando dei por mim, aquele garoto, dos olhos fascinantes, tinha me conquistado pra valer. Tinha me tomado em sua grandeza e me mostrado o quão bom é estar com alguém que se parece com nós mesmos. O carinho construído de uma forma boa, adulta e sem cobranças, sem ressentimentos.
Toda a conversa sobre filmes, sobre livros, autores e diretores famosos. Sim, apenas conversa muitas vezes. Ele me respeitava em meu canto e eu no dele. Fomos constituindo uma amizade, a qual eu não tinha a muito tempo. Alguém com quem conversar, não só as bobagens do dia a dia, mas sim coisas que realmente importam pra mim. E nele eu encontrei essa pessoa. Nele eu pude ver o quanto é ser eu mesma. O quanto é bom ser aceita como sou com a minha vasta lista de defeitos e as minhas sutis virtudes.
Trocamos confidências, poucas é verdade, pois nem eu nem ele somos de espalhar nosso íntimo por aí.
Foram dois meses intensos. De convivência diferenciada. Um quase namoro e sim é ridículo esse termo. Mas nossas percepções de relacionamento já não eram os mesmos. Ele parecia querer mais do que eu podia dar a ele. Algo sério quem sabe, mas eu não podia mais magoá-lo. E ele sempre me deixou claro que não era um rapazote e sim um homem, que sabe o que quer, e sabe quando deve se afastar e sabe se cuidar sozinho.
Eu confiava nele, em suas palavras. Eram realmente verdade. E ele se afastou. Me deixou para viver seu mundo incógnito. Aquele que eu espero continuar fazendo parte.
Não pude segurá-lo mais perto de mim. Mas no meu coração ele ainda estava. Num lugar que até hoje é dele. Mas a paixão não desabrochou dentro de mim. Não pulsou mais forte. A minha não. Mas os olhos. Penetrantes.
Red. A cor da dor, do pecado, da paixão, do ressentimento, da ternura, da sensação, da profundidade. Ele é assim. Precioso. Único.
E eu jamais conseguirei algum dia esquecer aqueles olhos.
Olhos aqueles que me fazem até hoje sentir-me bem. De coração aberto. De paz de espírito. Mas intrigantes. Olhos que me fazem enxergar eu mesma neles. A minha face dita ali. A minha face descrita ali. O mistério que muitos já disseram que eu tinha, a ferocidade com que os meus olham para quem vê, são os mesmo que ele me olha. Chega a ser frustrante. Irrita-me mesmo muitas vezes porque eu não consigo ter uma noção do que ele sente realmente por mim. Fico me perguntando se algum dia eu irei saber. Se algum dia ele irá me tirar todas estas duvidas que me rondam dia e noite. Que rondam o meu pensamento vasto. Sinto que já não são os mesmos olhos dos primeiros dias. São melhores. Eles cobiçam realmente, eles me mostram agora mais claramente o que querem. Mas o sentimento, esse eu não consigo decifrar.
O som da risada, misturado com o nosso silêncio são mágicos e trágicos, vejo todos a minha volta, com suas loucuras e perversões descritas na lata, sem nenhum mistério. E de repente me deparo com alguém assim, que demora a se mostrar, que posso andar ao seu lado uma vida inteira que não vou conhecê-lo realmente. E se de repente ele não se intriga tanto comigo? E se sou apenas mais uma peça de sua coleção de garotas simples. Eu sinceramente acredito, que igual a ele não existe. Sei que soa meio piegas, mas, eu nunca conheci ninguém assim. Que me deixe horas ao seu lado sem se mostrar demais, ou ser extravagante, sem sequer ser indelicado ou chato.
Irônico e amável. E aqueles olhos vermelhos continuam a me olhar... apenas.
Sim, olhos vermelhos. Não a cor em si, mas o mistério que eles têm e a profundidade em que eles me envolveram. E em que rosto e a qual alma eles pertencem. Diria que são incondicionalmente fascinantes.
Sempre alerta, sempre atentos. As palavras não dizem muito, não saem muito pela sua boca. E quem precisa de palavras quando se tem dois lóbulos que falam por si sem dizer nem se quer uma única palavra? Ele não precisava.
E pensar que o conheço á tantos anos. Mas ele nunca tinha me chamado a atenção realmente. À segunda vista? Sim. Eu cresci, amadureci, e aprendi que não sou igual a todos. E definitivamente ele também não é.
Mas sabe, uma das coisas que mais me intriga e me deixa pasma, são as pessoas que são mais bonitas e mais inteligentes do que eu, o que não é muito difícil, mas ter os dois dentro do corpo e da mente, é algo que se tem que parar para admirar e outro fator que me deixa extasiada, são as pessoas perceptivas, com intuições. E o que torna isso especial? Bom, até então eu não achava especial por que é exatamente o que eu sou. O que nos últimos três anos vem acontecendo comigo, minhas percepções de vida e de felicidade estão cada vez mais gritantes, e isso vem me tornando uma pessoa melhor e mais de bem com o mundo. E ver isso em outros, é realmente intrigante e com certeza especial.
The red eyes. É assim que passei a chamá-lo em meu pensamento depois daquele encontro.
Eu estava em uma festa privada de aniversário, onde no máximo 10 pessoas estavam. Muita bebida e muito cigarro se alternavam entre as pessoas. Olhares maliciosos, sedentos de carne e sexo. Esperando o momento em que poderiam atacar. Ei, calma aí, todos ali quase maiores de idade, e mesmo que não seja legalmente permitido, no meu país é humanamente muito comum. Risos altos, olhares e mais olhares. Bebidas vermelhas alcoolicamente geladas, tontura, fome, receio, sentimentos a milhão de batimentos cardíacos.
Nem sei a quantos anos eu não o via, e nem sentia sua presença nos lugares e nas pessoas. Simplesmente sumiu por quase três anos.
Então, de repente aparecem dois garotos. Não estranhos a minha vista, mas, indiferente aos olhos e ao coração. Um nem fez diferença no local. Mas o outro... estatura média, cabelo preto brilhante, olhos pretos grandes, e um sorriso torto devastador. Mas para mim não era possível. Por que eu não o via á tanto tempo, e nunca tinha prestado atenção nele, ou pelo menos não tão minuciosamente. Ele era relativamente mais velho do que eu, três anos. O que para meninos e meninas não é grande coisa, pois obviamente somos mais evoluídas intelectualmente. Tenho certeza de que com esse eu estava um pouco enganada.
Ali, sem saber o que eu estava dizendo, fazendo, totalmente alcoolizada, totalmente taurina: sedutora e feroz. Sentei-me em um sofá com minhas pernas pra cima. Dois dos meninos ali ficaram me tentando. O primeiro sr. Elogios e bajulação. O segundo foi só ali para encher meu saco realmente. E cada vez mais bêbados. Cada vez o fogo queria sair de dentro de mim. Queria explodir e eu o afogava com restrições. Chegava a ser loucamente engraçado tudo aquilo, pois era eu sentada em um sofá de um lugar, com os dois e mais um loiro metido e sedutor. Mas, consegui me conter. Privar-me de alguma loucura foi a melhor coisa a fazer.
Mas enquanto os dois estavam cada vez mais atiçando o meu ego, aquele que me fez notá-lo mais minuciosamente estava me olhando. De canto, como se algo o perturbasse, algo o fizesse sentir um desconforto. Mas eu não podia perguntar por que não o conhecia mais, e naquele momento, ele ali, sem camisa... Ah! Sim, ele tem um corpo de se admirar, não muito musculoso nem tão magrelo. Na medida certa. A minha medida.
Aquele olhar, eu não vou mais me esquecer. Parecia dor, e ao mesmo tempo certa incerteza. Eu não sei, mas, foi algo surreal.
Um dia depois voltamos a nos encontrar. Num super festival, onde todo o estado estava lá. Não notei que ele tinha aparecido. Quando do nada ele se parou diante de mim. E puxou um assunto furado, nem sei bem o que, pois uma musica completamente alucinada e mágica estava gritando dos autos falantes.E eu louca como sempre dançando, parecia que eu estava mais livre do que nunca, ali eu não tinha nenhuma preocupação, nenhum problema. Mas ele parecia estar querendo algo a mais. Algo que eu realmente não sabia o que era. Ops! Um minuto depois eu tive uma rápida idéia do que ele queria. Um beijo talvez. Parecia depender da minha reação o que ele deveria fazer. Quando eu dançava na frente dele sem realmente entender o que ele estava fazendo, ele fixou os olhos nos meus, sim aqueles mesmos olhos que me analisaram um dia antes estavam lá. Olhos em minha boca logo depois. Inclinou-se em minha direção tomando certo cuidado. Como eu disse, naquele momento dependia de mim, apenas da minha ação em reação a dele. Assustada, certamente ele achou que eu era uma louca, só pode, pois sem perceber eu fiquei com medo daquilo, pois como um homem feito ele que rejeita qualquer tipo de pirralhisse e parecia ser frio e calculista, sempre visando o seu objetivo, mas sem ser exagerado, sem parecer demasiado poderia me querer? Eu não compreendi naqueles segundos. Comecei a dançar mais e mais, fingindo não perceber que ele estava ali, e levemente fui me afastando. Então acabou.
Na semana seguinte eu vivi normalmente, mas na minha cabeça a imagem no garoto vindo em minha direção foi algo inexplicável.
Cada vez em que eu olhava meu site de relacionamento com amigos, eu via, que em meus visitantes recentes ele se mantia presente. O que me deixou intrigada. Será então que ele não me achou tão esquisita e louca como eu pensava? Ou ele realmente pensa isso e fica me verificando para ver mais esquisitices? Eu não tinha como saber. Era muito improvável um novo encontro.
Carnaval esta chegando. Quatro dias da mais pura loucura e falta de juízo.
No primeiro dia de festa, minha amiga passou mal. O que foi muito engraçado. Realmente, pois nada ali era controlado. Bebida à vontade, loucura à vontade. E nenhum pensamento de trégua era possível para qualquer um que fosse.
Segundo dia, um camarote a vista. Uma festa como nenhuma outra foi prometida pra nós. O que na verdade não aconteceu.
Festa bem mais ou menos, mas a bebida não foi tanta, a loucura muito menos. Então as conversas foram mais longas, as histórias e picuinhas também. E como sempre eu tinha que tentar resolvê-las. Quando me dou conta, o visitante recente do meu site estava lá. Estranho, não achei que fosse vê-lo de novo.
Ouvi rumores de que ele realmente estava afim de mim. O que me deixou sem fôlego. Por leves três segundos. Pois caí na realidade. Passou toda a festa e ele mal falou comigo. Porem me olhava como nunca. E os olhos. Aqueles olhos não me mentiam. Mas não falavam nada. Completamente misterioso. Completamente sem palavras.
Um beijo de despedida. Somente isso. O mais desajeitado beijo de despedida que houve. Eu não estava mais acostumada a me adaptar ao jeito de beijar de outra pessoa. Mas bastou para de deixar completamente pirada. Fui embora de lá logo depois. Parecia uma criança que ganhou um brinquedo novo. E eu tinha mesmo ganho.
Dali em diante, ele se mostrou presente. O que realmente me surpreendeu, eu jamais iria sequer pensar que haveria uma próxima vez em que ele fizesse questão de me ver.
A conversa e as coisas em comum cada vez mais iam aparecendo. Não tinha tempo ruim com ele, sempre alegre, mas cada vez mais intrigante.
Em uma festa que teve na serra, eu me surpreendi mais uma vez. Adivinha quem estava lá? Sim, ele mesmo. Mas dessa vez eu tinha quase certeza de que ele estaria lá. E quando a minha amiga me avisou que ele iria passar por ali bem rápido. Eu joguei um charme e fiz de conta que não tinha o visto. Ah, sabe como é, não dá pra demonstrar tudo de cara o que se quer. Ele já veio com uma cara séria me cumprimentar.
Não entendi muito bem o porquê daquilo, mas ele logo foi me explicando que naquele mesmo dia ele me mandou uma mensagem me perguntando onde eu iria estar a noite, mas como eu não estava mais com o meu celular eu nem imaginava. Então ele com aqueles olhos fixos em mim, me gelando de fora pra dentro, sendo completamente convidativos e suaves, me beijou. Primeiro calmamente, encaixando seus lábios nos meus. Me deixei levar pelos meus impulsos aquela noite. Sem sequer contestar em meus princípios e pensamentos.
Quando dei por mim, aquele garoto, dos olhos fascinantes, tinha me conquistado pra valer. Tinha me tomado em sua grandeza e me mostrado o quão bom é estar com alguém que se parece com nós mesmos. O carinho construído de uma forma boa, adulta e sem cobranças, sem ressentimentos.
Toda a conversa sobre filmes, sobre livros, autores e diretores famosos. Sim, apenas conversa muitas vezes. Ele me respeitava em meu canto e eu no dele. Fomos constituindo uma amizade, a qual eu não tinha a muito tempo. Alguém com quem conversar, não só as bobagens do dia a dia, mas sim coisas que realmente importam pra mim. E nele eu encontrei essa pessoa. Nele eu pude ver o quanto é ser eu mesma. O quanto é bom ser aceita como sou com a minha vasta lista de defeitos e as minhas sutis virtudes.
Trocamos confidências, poucas é verdade, pois nem eu nem ele somos de espalhar nosso íntimo por aí.
Foram dois meses intensos. De convivência diferenciada. Um quase namoro e sim é ridículo esse termo. Mas nossas percepções de relacionamento já não eram os mesmos. Ele parecia querer mais do que eu podia dar a ele. Algo sério quem sabe, mas eu não podia mais magoá-lo. E ele sempre me deixou claro que não era um rapazote e sim um homem, que sabe o que quer, e sabe quando deve se afastar e sabe se cuidar sozinho.
Eu confiava nele, em suas palavras. Eram realmente verdade. E ele se afastou. Me deixou para viver seu mundo incógnito. Aquele que eu espero continuar fazendo parte.
Não pude segurá-lo mais perto de mim. Mas no meu coração ele ainda estava. Num lugar que até hoje é dele. Mas a paixão não desabrochou dentro de mim. Não pulsou mais forte. A minha não. Mas os olhos. Penetrantes.
Red. A cor da dor, do pecado, da paixão, do ressentimento, da ternura, da sensação, da profundidade. Ele é assim. Precioso. Único.
E eu jamais conseguirei algum dia esquecer aqueles olhos.
Olhos aqueles que me fazem até hoje sentir-me bem. De coração aberto. De paz de espírito. Mas intrigantes. Olhos que me fazem enxergar eu mesma neles. A minha face dita ali. A minha face descrita ali. O mistério que muitos já disseram que eu tinha, a ferocidade com que os meus olham para quem vê, são os mesmo que ele me olha. Chega a ser frustrante. Irrita-me mesmo muitas vezes porque eu não consigo ter uma noção do que ele sente realmente por mim. Fico me perguntando se algum dia eu irei saber. Se algum dia ele irá me tirar todas estas duvidas que me rondam dia e noite. Que rondam o meu pensamento vasto. Sinto que já não são os mesmos olhos dos primeiros dias. São melhores. Eles cobiçam realmente, eles me mostram agora mais claramente o que querem. Mas o sentimento, esse eu não consigo decifrar.
O som da risada, misturado com o nosso silêncio são mágicos e trágicos, vejo todos a minha volta, com suas loucuras e perversões descritas na lata, sem nenhum mistério. E de repente me deparo com alguém assim, que demora a se mostrar, que posso andar ao seu lado uma vida inteira que não vou conhecê-lo realmente. E se de repente ele não se intriga tanto comigo? E se sou apenas mais uma peça de sua coleção de garotas simples. Eu sinceramente acredito, que igual a ele não existe. Sei que soa meio piegas, mas, eu nunca conheci ninguém assim. Que me deixe horas ao seu lado sem se mostrar demais, ou ser extravagante, sem sequer ser indelicado ou chato.
Irônico e amável. E aqueles olhos vermelhos continuam a me olhar... apenas.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Meu Jacob
Meus dedos estão trancados, presos a lembranças que me fazem bem e não me deixam viver, sem terem para onde correr ou se agarrar, dói ter este panorama da situação, dói ter as mãos atadas, e principalmente dói ter que conviver diariamente com elas, sem te dar uma folga, sem te dar um alento se quer.
Continuo com o meu Jacob, o meu amado, aquele que eu, como boa egoísta, não consigo deixá-lo ir, não consigo deixá-lo ficar sem mim, olha, juro que eu tentei, mas meu coração não quer mais ficar longe dele, mesmo sabendo dos riscos e magoas, mesmo sabendo que cada dia que passa ele vai me amar mais e mais. Mas pensa, se tu tens alguém assim, por que deixar que se separe da sua vida?
ar
Continuo com o meu Jacob, o meu amado, aquele que eu, como boa egoísta, não consigo deixá-lo ir, não consigo deixá-lo ficar sem mim, olha, juro que eu tentei, mas meu coração não quer mais ficar longe dele, mesmo sabendo dos riscos e magoas, mesmo sabendo que cada dia que passa ele vai me amar mais e mais. Mas pensa, se tu tens alguém assim, por que deixar que se separe da sua vida?
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